Aqui almoçámos, não sem antes beber o famoso chá marroquino. Fiquei fã... Sem mais delongas dilatámos a progressão no deserto que se faz sentir maior e mais dominador da paisagem e dos pensamentos. Aqui e ali, lagos secos de onde extraem sal. Nas rectas mais perto da costa, alguns pescadores, que lançam a linha das arribas de 30 metros, confundem-se com as pedras. Os animais, agora quase só cabras, pastam nas bermas como dantes, mas agora sem pastor. Um perigo... Lentamente surgem as primeiras dunas e com elas as primeiras línguas de areia na estrada. Mas, o que mais enche, o que mais perturba é, contraditoriamente, o vazio... o vazio do deserto. É uma rota incrível... cheira-me que tenho de cá voltar. A passagem da “fronteira” com o Sahara Ocidental é quase desconsiderada. Na verdade tive de voltar atrás com o Paolo para entalhar a circunstância no cartão de memória da máquina fotográfica, que ficou à mão para fotografar os meus primeiros camelos no seu habitat natural. Admirável... e eu que nem gosto muito dos bichos... Já em território Sahara, percorremos poucos km até atingir o goal de hoje, Laayoune, mas só depois de passar mais dois postos de control. La fiche, si vous plais… dizem os agradáveis senhores agentes da autoridade. O hotel, de 4 estrelas (locais...), é agradável e tem Net! Até amanhã, em Dakhla.08 fevereiro 2011
Sidi Ifini – Laayoune
Aqui almoçámos, não sem antes beber o famoso chá marroquino. Fiquei fã... Sem mais delongas dilatámos a progressão no deserto que se faz sentir maior e mais dominador da paisagem e dos pensamentos. Aqui e ali, lagos secos de onde extraem sal. Nas rectas mais perto da costa, alguns pescadores, que lançam a linha das arribas de 30 metros, confundem-se com as pedras. Os animais, agora quase só cabras, pastam nas bermas como dantes, mas agora sem pastor. Um perigo... Lentamente surgem as primeiras dunas e com elas as primeiras línguas de areia na estrada. Mas, o que mais enche, o que mais perturba é, contraditoriamente, o vazio... o vazio do deserto. É uma rota incrível... cheira-me que tenho de cá voltar. A passagem da “fronteira” com o Sahara Ocidental é quase desconsiderada. Na verdade tive de voltar atrás com o Paolo para entalhar a circunstância no cartão de memória da máquina fotográfica, que ficou à mão para fotografar os meus primeiros camelos no seu habitat natural. Admirável... e eu que nem gosto muito dos bichos... Já em território Sahara, percorremos poucos km até atingir o goal de hoje, Laayoune, mas só depois de passar mais dois postos de control. La fiche, si vous plais… dizem os agradáveis senhores agentes da autoridade. O hotel, de 4 estrelas (locais...), é agradável e tem Net! Até amanhã, em Dakhla.
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2 comentários:
Peter,
Já vi que está a adorar, era como te tinha dito,tudo de outra dimensão, desde as paisagens, cores, cheiros, sabores, gentes, costumes, estradas, enfim fantásticas experiências para um Europeu, tudo novidade, em que mal se tem tempo para assimilar tudo :))
Continuem a Aventura,com a Suerte Loca e por estradas fantásticas, e bebendo esses chás saborosos :))
Hugs :))
Diz um lavrador de Dakhla á sua namorada, ao ver um boi a saltar para as costas de uma vaca: Amor, era aquilo que gostava de fazer agora. Responde ela: - Não sei porque não o fazes?! As vacas são todas tuas...:-)
Aqui vai uma graça para o teu proximo jantar com os amigos. Continua a cavalgar a toda a sela. Aquele abraço. Bone Chance.
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